23 de novembro de 2012

Bahia e Paraíba têm 454 cidades em emergência por seca...

Os Estados da Bahia e Paraíba têm 454 cidades em situação de emergência por conta da seca. São 259 municípios baianos e 195 paraibanos. Mais de três milhões de pessoas já foram afetadas pelas consequências da prolongada estiagem.

A venda de água potável em algumas regiões mais afastadas se tornou um negócio lucrativo. Em algumas cidades não chove desde março de 2011. Chega-se a cobrar 60% a mais do que o comum por uma garrafa. No sertão paraibano, um carro pipa custa R$ 200, o que dificulta que algumas famílias consigam ter acesso. Um galão pequeno custa R$ 18.

Em Bernardino Batista, no sertão paraibano, para encher uma caixa de água é necessário pagar R$ 50. Os agricultores não conseguem alimentar os bois e não raramente eles são encontrados mortos. Alguns criadores queimam diversos animais já sem vida de uma só vez para evitar o mal cheiro e a proliferação de doenças.

Na Bahia, a Coordenação Estadual de Defesa Civil informou que houve perda de 25% de tudo que se foi plantado no Estado. Algumas cidades decretaram emergência pelo baixo nível dos reservatórios e outros pelo aumento do número de focos de incêndio. Em alguns casos, não existe água nem para apagar as chamas.

Cerca de 75% do território paraibano e 65% do baiano estão com os decretos de emergência vigentes. Em algumas áreas existe a previsão de chuva para dezembro, mas em outras não deve chover mais neste ano.


Mais de 40% do rebanho bovino da Paraíba já foi dizimado pela prolongada estiagem. Desesperados com a morte dos animais, pequenos produtores da zona rural improvisam de tudo para salvar as últimas reses. É o caso de seu Jorge dos Santos, 52 anos, que tem um pequeno roçado no município de Itaporanga (na região do Vale do Piancó, a 420 quilômetros de João Pessoa). Sua última vaca leiteira, sem força para se sustentar de pé, é amparada por uma tipoia feita com redes velhas amarradas em quatro traves.

A cena dramática foi registrada pelo padre Djacy Brasileiro, pároco da cidade de Pedra Branca, na mesma região, que vem denunciando a falta de assistências dos governos aos agricultores e produtores que perderam tudo o que investiram por conta da seca.

Seu Jorge tinha 11 animais em seu rebanho. A maioria morreu de sede e fome. Hipertenso, há uma semana ele foi encontrado desacordado no meio do terreiro, próximo de uma vaca que também morreu tentando parir. “A vaca, uma das últimas que eu tinha, morreu depois de tentar parir e não ter forças. Não agüentei de tanta tristeza, passei mal e desmaiei. Sofro de pressão alta e caí ao ver meu animal morrer de fome, sede e sem ter sua cria”, narra. 

Ele teve que se desfazer de outros animais, vendendo-os a preço abaixo do mercado local, para fugir de um prejuízo maior. A única vaca que sobrou está magra e mal consegue parar de pé. Pele e osso sustentados por cordas de agave, para tomar água e comer das mãos do seu dono.

*** Aqui em Sarandi se a coisa continuar como está logo logo vamos ter que ecorar os animais ou comprar água, já que aqui no Jardim Independência sai uma mixaria da torneira que da medo, isso quando não acaba, dia de sexta e sábado então...

Isso tudo porque Sarandi está em cima do maior lençol freático do paraná, muita água mesmo...