O Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul confirmou ontem que 113 mil litros de leite adulterado por transportadores do interior gaúcho foram enviados ao Paraná. O produto teria como destino a Confepar – união de cooperativas agropecuárias do norte do Estado –, com sede em Londrina.
Em comunicado enviado ontem à tarde, a empresa, que envasa os leites Polly e Cativa, nega que tenha recebido os lotes.
“O leite apreendido no Rio Grande do Sul, na operação Leite Compensado, continua sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura e nunca foi destinado para nossa unidade industrial de Londrina”, destacou a nota.
O MP, no entanto, informou que apenas amostras dos lotes foram coletadas pelo Ministério da Agricultura para análise, e antes da emissão do laudo, as remessas foram liberadas para entrega no Paraná. Em Rondinha (RS), 11 laudos, entre os meses de fevereiro e maio, confirmaram a presença de formol no leite cru.
Segundo o promotor gaúcho Mauro Rockenbach, as indústrias do setor estavam cientes de que o leite cru recebido dos postos de resfriamento nos quais houve detecção de formol não deveria ser utilizado na produção de leite UHT e pasteurizado. (Veja mais)
