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5 de setembro de 2014

Derrotando as piores pessoas do mundo

por Deborah Srour – O Departamento de Estado Americano anunciou esta semana que dezenas, senão centenas de americanos estão entre os 12 mil jihadistas estrangeiros de 50 países lutando ao lado do Estado Islâmico. Três morreram esta semana na Síria. São americanos, franceses, ingleses, alemães, italianos e australianos que poderão trazer o jihad para suas casas proximamente.

O Estado Islâmico continua na ofensiva após ter tomado uma grande parte do Iraque e da Síria, dois países que já se encontram severamente fragmentados pela luta interna. E seu objetivo também é chegar à Israel. Neste final de semana vimos o al-Nusra ligado à Al-Qaeda, atacar a força filipina de paz da ONU e tomar mais de 40 soldados reféns nos Altos do Golan, prontificando uma mobilização de Israel.

A situação regional se complicou bastante com a ofensiva do ISIS. Israel tem agora como vizinhos o Hamas ao sul, e a Al-Qaeda e o Estado Islâmico ao norte. Mas a complicação também afeta os outros países da região e curiosamente está unindo velhos inimigos, pelo menos momentaneamente. No Oriente Médio o velho provérbio que diz que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo” não se aplica.

Hoje a Arábia Saudita e o Irã, apesar de serem inimigos mortais, estão em consultas pois os dois veem o Estado Islâmico como uma ameaça existencial para seus governos. Israel e o Egito nunca estiveram tão próximos. A Autoridade Palestina chegou a criticar o Hamas severamente esta semana pelas execuções sumárias de supostos “colaboradores” e “críticos” de seu governo. Como já disse no passado, o Hamas, o Al-Nusra e o Estado Islâmico usam da mesma selvageria, baseada numa interpretação bárbara e medieval da lei islâmica para consolidarem seu poder.

O Hamas no passado recebia o suporte financeiro da Arábia Saudita e o Egito possibilitava seu armamento. Depois da tomada do governo egípcio pela Irmandade Muçulmana, o Qatar e a Turquia se tornaram seus principais patrocinadores. E se não fossem eles, o Hamas teria implodido junto com a deposição de Morsi no Egito. A guerra do Hamas contra Israel foi uma tentativa de Qatar e da Turquia de fortalecerem a Irmandade Muçulmana na região, e quem sabe, faze-la voltar ao poder no Egito.

Mas se o Hamas foi efetivamente derrotado, sofrendo 50 dias de bombardeamento, e não conseguindo que Israel se curvasse a qualquer de suas exigências apesar de suas “paradas da vitória”, hoje o Qatar e a Turquia estão trabalhando vigorosamente para reabilitar o grupo. E a única forma de fazê-lo é pressionar o ocidente contra Israel. Com seus contratos bilionários de compra de armas e articulações por trás dos bastidores, o Qatar e a Turquia querem que os Estados Unidos e a União Europeia forcem Israel e o Egito a abrirem as fronteiras de Gaza. Isto dará à Irmandade Muçulmana uma vitória estratégica importantíssima.

Se o Hamas puder importar mais mísseis, armas, munições e cimento para seus túneis, todo o sudoeste de Israel se tornará inabitável incluindo as maiores cidades de Ashkelon, o porto de Ashdod e até mesmo Beer Sheva. O Egito estará ameaçado pelo apoio do Hamas aos radicais islâmicos do Sinai. A Jordânia adicionará ainda mais esta ameaça pois o Estado Islâmico já está nas suas fronteiras.

Enquanto tudo isso acontece, a maior potência do mundo liderada por Barack Obama admite publicamente que não tem uma “estratégia para lidar com o Estado Islâmico” na Síria. Para Obama, a dois anos do final de seu mandato, o mais importante é não ser visto como parceiro de Bashar al-Assad.

Repetindo o mantra dos pacifistas, Obama disse que não há solução militar americana para o problema do Estado Islâmico que hoje domina um território quatro vezes o de Israel. Não, também não há uma solução diplomática a ser negociada com um grupo bárbaro que acredita que ganhará o céu massacrando inocentes. O que sobra é uma solução militar local, com o apoio dos Estados Unidos. E esta estratégia já funcionou no Iraque na retomada do reservatório de água e no resgate dos Yazidis.

A aversão de Obama à guerra foi resolvida neste contexto pela necessidade de proteger diplomatas americanos no Iraque e evitar um genocídio. E o envolvimento americano precisa continuar. Este Estado Islâmico conseguiu se expandir por causa da pura violência e atrocidades cometidas por eles causando soldados iraquianos e sírios de simplesmente fugirem. Foi assim que conseguiram capturar Mosul, Tikrit, poços de petróleo, o reservatório de água do Iraque e o norte da Síria.

Mas o grupo é ainda limitado em número de pessoas, e precisa ser erradicado agora. Os Estados Unidos precisam autorizar uma campanha aérea para destruir completamente o Estado Islâmico.

Estas são as piores pessoas do mundo. Eles decapitam crianças e mulheres, vendem prisioneiros como escravos, especialmente meninas e mulheres para serem estupradas, crucificam membros de outras religiões e colocam as imagens orgulhosamente no YouTube. Eles não são o inimigo regular que está atrás de terra e poder. São loucos fanáticos, que comemoram o derramamento de sangue e glorificam o corte da garganta de inocentes como um sacramento.

Obama precisa entender que sua reação passiva à decapitação do jornalista e ativista James Foley seguida de um jogo de golfe só encorajou estes fanáticos. Ele perdeu uma grande oportunidade de recuperar o poder de dissuasão e agir decisivamente contra este grupo. Israel sabe o que isto quer dizer. Israel não deu uma só vitória ao Hamas durante os 50 dias, bombardeando e indo atrás de seus líderes de forma incessante. Peritos dizem que levará 20 anos para reconstruir Gaza. Mas Israel recuperou o poder de dissuasão e o Hamas pensará duas vezes antes de atacar de novo, se conseguir manter o poder.

Israel é a primeira linha de defesa do mundo e a ONU, os Estados Unidos e a União Europeia deveriam lhe dar apoio e suporte em vez de condena-la a cada oportunidade. É a própria sobrevivência do mundo livre que depende disto. Obama disse que gente como os membros do Estado Islâmico “ao final são derrotadas”. Mas o “final” pode estar ainda muito longe e pode vir somente depois de milhões de mortos, como aconteceu na Segunda Guerra Mundial. O papel daqueles que amam a liberdade e não querem ver o mundo subjugado por esta força do mal é de lutar para trazer este “final” o quanto antes.
Fonte: (Plets.com)
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