28 de abril de 2015

Preso personal trainer suspeito de matar prostitutas e travestis

A polícia prendeu na tarde desta segunda-feira (27) um treinador de duas academias de Crossfit em Curitiba, suspeito de matar garotas de programa e transexuais. Alexandre Lopes de Padua Arcenio, de 31 anos, é apontado como autor de três homicídios e uma tentativa de homicídio. Ele não tem passagens pela polícia e foi apresentado na manhã desta terça-feira (28)

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De acordo com a polícia, Alexandre não tinha um padrão na forma de cometer os crimes. As vítimas tinham idades variadas, sendo duas mulheres e duas transexuais, sendo que, nos dois primeiros casos, os peritos que atenderam o local não conseguiram identificar a causa da morte. Normalmente, as vítimas eram encontradas trancadas no local em que realizavam os encontros.

Crimes
A primeira vítima foi encontrada no dia 16 de março, em um apartamento no bairro Bigorrilho. Taís, transexual de 28 anos, estava nua sobre a cama, amarrada pelos pés e pelas mãos e em adiantado estado de putrefação.

A segunda morte aconteceu no dia 21 de março, desta vez, em um apartamento no centro de Curitiba. Jaqueline, de 42 anos, também foi encontrada nua sobre a cama.

O terceiro crime foi cometido no dia 19 de abril, em outro apartamento no centro de Curitiba. Mel, de 36 anos, também estava na mesma posição das outras vítimas e com uma toalha amarrada no pescoço, sendo morta por asfixia.

Vítima escapa da morte
O quarto crime de Alexandre aconteceu no dia 24 de abril. Camilly, transexual de 22 anos sobreviveu aos ataques do suspeito, após um encontro marcado pelo whatsapp.

Ela afirmou que depois da relação sexual, o criminoso beijou seu rosto e, logo em seguida, “deu um mata leão”, provocando um desmaio. Horas depois, quando acordou, ela estava nua na cama, deitada de bruços, com uma toalha amarrada no pescoço e sangue no rosto. Alexandre foi reconhecido pela vítima sem qualquer sombra de dúvidas, afirmou a polícia. Imagens das câmeras de segurança gravadas nos crimes anteriores também comprovam o envolvimento do treinador em todos os casos.

O suspeito se reconheceu nas imagens das câmeras de segurança e admitiu os encontros amorosos com as vítimas, bem como, de ter aplicado um “mata leão” em duas delas para roubar os pertences enquanto estavam desacordadas. Ele admite que passava por dificuldades financeiras, porém, nega as mortes e afirma ter deixado as mulheres e transexuais com vida.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Ana Cláudia Machado, as investigações continuam e não descarta a hipótese de existirem outras vítimas. (Créditos: Cidade Alerta Pr)

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