14 de abril de 2014

A cada R$ 10 gasto em Saúde, apenas R$ 1,00 é investido em “Atenção Básica” em Sarandi/Pr

“Allanizadas” – A cada R$ 10 gasto em Saúde, apenas R$ 1,00 é investido em “Atenção Básica” em Sarandi/Pr…e Cargos em Comissão – CCS – crescem 95% em 3 anos!!


Entre 2010 e 2014, o Ministério da Saúde ampliou em 105% os recursos destinados para assistência em atenção básica no Sistema Único de Saúde, passando de R$ 9,7 bilhões para R$ 18,1 bilhões.

Na contramão desta realidade em saúde nacional, infelizmente, em Sarandi/Pr nossa “des-Atenção Básica” sofreu entre 2010 e 2013 percas de -14,64%, conforme Tabela 01.

Tabela 1 – Despesas com Saúde – Subfunção – SIOPS

Hoje, nossa Atenção Básica em saúde detém apenas 10,29% dos R$ 21.754.186,12 gastos nesta pasta.
A cada R$ 10,00 aplicados na “Saúde” sarandiense, apenas R$ 1,00 é investido em “Atenção Básica”.
Não é por acaso notarmos uma UPa sobrecarregada, onde por dia são mais de 400 munícipes buscando solução neste “Postão de Saúde” a um “custo” oito vezes maior a um “Posto de Saúde”.
Gráfico 1 – Distribuição dos Gastos por Projetos Atividades no SUS Municipal

No “Programa Atividade” de “Manutenção dos Serv. e Ações de Saúde” (Gráfico 01) consome 69% de todos os recursos, onde é verificado um “crescimento médio” exponencial em 2013 de 192,95% entre o 1º e 3º Quadrimestre na “Mão de Obra” ou Trabalhadores do SUS, Tabela 02.

Tabela 2 – Resumo Origens de Despesas – Relatório Quadrimestre 2013
Neste “Resumo das Origens de Despesas” há um crescimento das “contratações” de novos profissionais à nossa sucateada saúde pública. Ponto Positivo.

No outro lado, houve também um crescimento assustador, em 2013 – 14 de mais 95% do numero de Cargos em Comissão sarandiense, Tabela 03.

Tínhamos 83 em 2010 e fomos para 155 em 2014 detemos, assim, o maior percentual, 7,89% de CCs em relação ao de “Efetivos”, municipalmente das cidades observadas, valor cinco vezes maior do que a média do Estado do Paraná, 1,25%.

Tabela 3 Cadastro dos Serv. Efetivos e CCS 2014
Isto de certa forma irá aliviar, mas não solucionar o “alto índice de Atestados” comum, onde em 2012, 60,67% dos Trabalhadores do SUS tiverem algum Atestado e 42.31% destes foram Servidores da Atenção Básica/Primária.

A cada 10 servidores do SUS, 6 se afastaram por um dia a cada três meses em 2012, bem como quatro destes trabalhavam na “atenção primária” ou “Posto de Saúde”.

Neste triste cenário, notamos além de pouco financiamento da atenção básica ou falta total de priorização, há ainda uma sobrecarga dos seus servidores dificultando ainda mais sua frágil operacionalidade.

Portanto, jamais teremos uma saúde municipal forte, onde gastamos pouco em atenção básica e gastamos mal, além de sermos o menor gasto da região metropolitana de Maringá por habitante na “Seguridade Social”, Saúde e Assistência Social. (Via  Dr Allan M. V Silva/Portal do Controle Social)

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