1 de fevereiro de 2015

APP denuncia desmandos do governo na posse dos deputados

Durante a cerimônia de posse dos deputados e deputadas estaduais, na tarde deste domingo (01) na Assembleia Legislativa, a APP-Sindicato organizou um manifesto para chamar à atenção das lideranças e comunidade sobre a atual situação da educação pública no Paraná. 

A direção estadual entregou uma nota pública, assinada pelo Sindicato, para manifestar repúdio contra as ações do governador Beto Richa.


Enquanto manifestantes gritam palavras de ordem como "Beto Richa caloteiro, pague meu dinheiro", o Sindicato entregava o panfleto que denunciava o atraso no pagamento das férias e da recisão contratual dos(as) educadores(as) temporários(as); a demissão de 10 mil funcionários(as) das escolas; o encurtamento da Semana Pedagógica para dar conta de uma nova redistribuição de aulas, a indignação contra o pacotaço de maldades aprovado em dezembro e falta de estrutura nas escolas, às vésperas de um novo período letivo.

Para o presidente do Sindicato, professor Hermes Silva Leão, a ação é uma das maneiras que a categoria tem para dar visibilidade aos desmandos do governo. "Estamos aproveitando uma atividade pública importante para mostrar para os novos deputados, deputadas e para a mídia que as medidas do governo estadual instauraram um verdadeiro caos nas escolas públicas do Estado", afirma o presidente. 

A professora contratada no regime PSS, Déborah Fait, explica a situação vivida pela categoria e o sentimento de revolta com o atual governo. "São tantos abusos que fica difícil relatar o que é mais urgente na situação atual. São calotes e retirada de direitos de vários segmentos. Para nós, PSS a principal reivindicação é que não recebemos o que nos é de direito. Nossas férias estão atrasadas e a recisão dos nossos contratos foi feita, mas não foi paga", comenta a professora durante a manifestação. 

Já a aluna Tamires Bezerra, do Ensino Médio, saiu de casa neste domingo para acompanhar a manifestação dos(as) educadores(as) com um sentimento de solidariedade. "Estou aqui porque respeito meus professores e sei o quanto é difícil. No último ano, tive aulas em um laboratório desativado, porque na minha escola não havia salas para tantos alunos", relata.

Diante dos sequentes atos de desmonte do governador, a APP-Sindicato organiza, para esse início de ano, uma série de ações que darão visibilidade à luta da categoria e promoverão o enfrentamento com o governo estadual. O presidente da APP avalia o momento como "um cenário difícil, onde a bancada de legisladores que defendem os trabalhadores sofreu um achatamento. Dos 54 parlamentares empossados, 33 foram reeleitos e, de acordo com as alianças partidárias, no máximo 5 compõem a bancada que fará oposição ao governo. 

Nesta segunda-feira (02) a APP-Sindicato realizará uma coletiva de imprensa às 9h da manhã na sede do Sindicato para relatar e detalhar os problemas que a educação pública vem enfrentando. Na terça-feira (03), às 16h, fará um ato público na Secretaria da Fazenda onde intensificará a cobrança da pauta financeira. No sábado (07), a categoria se reunirá em assembleia, na cidade de Guarapuava, para coletivamente decidirem os próximos passos da luta da categoria. (APP-sindicato)

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